Análise Valkyria Chronicles

Valkyria Chronicles é um RPG tático para o Plastation 3. Apesar de se inspirar em guerras reais (como a segunda guerra mundial), o jogo se passa em um mundo fictício onde a Federação luta contra o Império (East Europan Imperial Alliance contra Atlantic Federation, para ser mais exato). A guerra arrasta o país neutro de Gallia para o combate, devido à sua posição entre os dois exércitos e uma grande quantidade de um recurso natural chamado de Ragnite, utilizado como fonte de energia.

A história é contada através da perspectiva de Welkin Gunther, filho de um herói de uma guerra passada e um jovem bem intencionado que se junta à milícia de Gallia quando seu país é invadido pelos motivos previamente explicados. Ele rapidamente se torna o líder de um esquadrão e faz uso de sua inteligência para resolver missões impossíveis e livrar o país dos invasores, enquanto lida com o drama interno em seus próprios aliados. A história demora um pouco para se desenvolver, mas fornece mais tempo para o usuário entender e se conectar emocionalmente com as personagens do jogo.

 

E eu mencionei que tem tanques de guerra?

Cada personagem no seu esquadrão é único, com personalidades e habilidades diferentes. Enquanto seus soldados são divididos em classes como Sniper, Shocktrooper ou Scout, por exemplo, cada classe tem seus pontos fortes e fracos. Então, manter diversidade na sua formação é, de maneira geral, uma boa ideia. Além disso, cada soldado possui habilidades individuais, que recompensam uma escolha específica para cada batalha. Um personagem pode ser alérgico a areia, fazendo com que sua mira caia em missões no deserto, enquanto que outro pode se sentir muito à vontade sob o sol, melhorando sua estamina. Levels são obtidos para as classes ao invés de indivíduos isolados e o equipamento adquirido pode ser distribuído (de maneira geral) por todos os seus soldados, incentivando uma troca nas suas formações para adaptação a cada cenário específico.

As missões não são muito diversas com relação aos seus objetivos: em geral, capturar uma base ou derrotar um inimigo específico, mas elementos especiais dentro de cada uma tornam cada experiência dinâmica e diferente, seja por um reforço inesperado dos inimigos, um tanque gigante cujo progresso precisa ser impedido ou um inimigo que não pode ser derrotado por meios comuns.

As batalhas ocorrem por turnos, com cada lado tendo um número de ações possíveis antes de seu turno se esgotar. Com uma visão estratégica do topo do cenário, você escolhe controlar uma unidade ou fazer uso de outras ações, como pedir reforços ou dar ordens que possuem efeitos especiais. Se você opta por controlar uma unidade, a câmera passa para a terceira pessoa e você tem total controle sob o personagem em questão. Cada soldado pode se mover e realizar uma ação toda vez que é selecionado (como atirar ou reparar um tanque), e uma barra de energia determina o quanto o personagem pode se mover. É possível escolher o mesmo indivíduo várias vezes no mesmo turno, mas sua energia começa em níveis cada vez mais reduzidos, incentivando estratégias mais globais.

 

Kurt não gosta de ninguém. Sorte que nós não gostamos do Kurt.

A arte é um dos destaques do jogo: uma espécie de pintura de aquarela misturada com 3D que torna o visual único e agradável. A trilha sonora é muito bem feita e acompanha o game de maneira exemplar.

Finalizando, Valkyria Chronicles é um excelente game. Seus personagens são carismáticos, sua história emocionante, sua arte e trilha sonora são atraentes e o combate satisfatório. Mesmo tendo sido lançado em 2008 ele continua sendo um jogo novo e diferente, e se você possuí um Playstation 3 e está à procura de algo diferente, ou simplesmente de um jogo bem feito, esse é certamente uma das minhas recomendações.